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Postado em 19 de Agosto às 14h50

A hidratação aumentando a qualidade de vida na melhor idade

A água é vital ao organismo humano, entre suas principais funções estão a homeostasia fazendo o equilíbrio hídrico e térmico do corpo; composição das articulações, pois lubrifica e protege as juntas; composição de plasma sanguíneo; participação do transporte de nutrientes para as células através do sangue; limpeza e desintoxicação do organismo.
Além das funções vitais dos principais órgãos como: cérebro responsável pela comunicação neural; pulmões na respiração umidificando o ar; intestino facilitando o trânsito intestinal e formação das fezes; estômago no processo digestivo; rins através da capacidade de concentrar e diluir urina, entre outros.

A água também é responsável pelo transporte das vitaminas hidrossolúveis: Complexo B e Vitamina C, regulação da pressão arterial através do equilíbrio dos sais minerais principalmente sódio e potássio, além de manter a pele mais lisa e uniforme.

Hidratação corporal ao longo da vida

Ao nascermos, a hidratação corporal está em torno de 90% e o corpo apresenta vários sensores que medem o nível de hidratação. À medida que desidratamos estes sensores são acionados e sentimos sede, podendo imediatamente repor os níveis de água.

Os níveis de hidratação diminuem para 70% na adolescência, permanecendo entre 70 e 60% na vida adulta e os osmorreceptores (sensores de hidratação) funcionam bem, em um mecanismo de equilíbrio interno. Porém ao chegarmos à terceira idade a hidratação corporal está diminuída em torno de 50%, e os sensores de hidratação já não funcionam tão bem como antes, além da capacidade renal de concentrar e diluir a urina, estar diminuída devido a idade avançada.

A ingestão hídrica ideal para o idoso é de 2,0 a 2,5 litros ao dia, quantidade esta difícil de ser alcançada, visto que com o envelhecimento a sensação de sede é diminuída pela falha nos sensores de hidratação, a esse processo chamamos hipodipsia, muitas vezes acompanhada de esquecimentos e falhas na memória, naturais da idade e de algumas patologias; além de muitas vezes o idoso apresentar dificuldades de locomoção, não indo em busca de água.

Ofereça água ao idoso antes mesmo de ele estar com sede

Neste caso a estratégia é ofertar água ao idoso, antes mesmo que este sinta sede; evitar copos grandes e cheios, fazer a oferta de água em copos pequenos e com pouca quantidade, porém várias vezes ao dia.
Além de água, outras bebidas e alimentos favorecem a hidratação do idoso, entre estes estão: água de coco, sucos, leite, chás de ervas claras, gelatina e frutas aquosas como melancia, melão, laranja, acerola, pokan, tangerina, lima, limão, abacaxi, maçã e pera com casca, entre outras. Estas bebidas e frutas não substituem a água, devem sim ser ofertadas, além dos 2,0 a 2,5 litros de água ao dia.

O fato de idosos estarem sempre agasalhados para prevenir gripes e resfriados, fechando janelas mesmo em períodos de intenso calor, favorece o aumento de temperatura corporal, fazendo que o organismo libere água para resfriar a quentura, acontecendo assim grande perda de água, que se não for constantemente reposta, implicará em desidratação.

Cuidados com a hidratação redobrados em determinadas estações climáticas

Há de se redobrar os cuidados em estações climáticas muito quentes e regiões com baixa umidade do ar, visto que propiciam desidratação rápida, fazendo com que o idoso apresente um ou mais dos seguintes sintomas: Confusão mental, fraqueza muscular, constipação, diarreia, olhos profundos, tontura, cãibras, dores de cabeça, febre, irritação sem motivo, desorientação, esquecimento, batimentos cardíacos acelerados (taquicardia), dor no peito (angina), quedas por tonturas, pressão baixa (hipotensão), pressão alta (hipertensão), perda de peso rápida, pele seca e com menor elasticidade, infecção urinária, urina muito quente, escura, turva e em pouca quantidade.

Os perigos da falta de hidratação

Um adulto com perca da água corporal em 20% vai a óbito, já o idoso pode vir a falecer com a perca de 10% da água corporal, por seu organismo ser mais debilitado e seus níveis de hidratação serem diminuídos comparados com o adulto; por esse e outros motivos classificamos a população idosa, como população de alto risco, ou seja, maiores chances de adoecer.

Além das consequências já citadas na desidratação do idoso, destaca-se a úlcera de pressão, conhecida também por escara, um tipo de ferida de difícil cicatrização. As úlceras de pressão causam muito sofrimento e desconforto ao idoso e são decorrentes de altas temperaturas em peles finas e desidratadas; seu tratamento demanda cuidados especiais e custo financeiro elevado.

Considerações finais

Portanto, confirma-se a necessidade de ingerir água em boa quantidade durante toda vida, especialmente na terceira idade, para garantir boa qualidade de vida ao envelhecer.

Idosos devem ser consultados periodicamente por médicos geriatras e nutricionistas, pois somente um profissional capacitado poderá orientar adequadamente o idoso, seus familiares e cuidadores.

Maristela de Fátima Damião Begnami
por MARISTELA DE FÁTIMA DAMIÃO BEGNAMI
Maristela de Fátima Damião Begnami Araraquara-SP. Nutricionista Clínico no SEST SENAT Araraquara-SP

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